> Alternativa de Confiança

Bem-vindo ao meu blogue na internet! Sou o candidato do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Valongo e neste espaço pretendo estabelecer um elo de comunicação com todos os munícipes do concelho. Os principais desenvolvimentos da candidatura serão aqui relatados. Conto, desde já, com o contributo de todos para a discussão das ideias e dos temas que fazem parte do quotidiano dos Valonguenses. Desejo, por isso, que este blogue seja um espaço de partilha das nossas preocupações, das nossas angústias e das nossas ambições quanto ao futuro do concelho de Valongo. Procuraremos, em conjunto, encontrar as soluções e o caminho a seguir, estabelecendo um diálogo permanente com todas e todos os que acreditam que é possível construir uma verdadeira alternativa – uma alternativa de confiança - para mudar o nosso concelho.

Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

Impasse entre Câmara e Ministério da Saúde prejudica Alfena

 

estetoscopio.jpg Ministério da Saúde e Câmara de Valongo andam no «jogo do empurra» quanto à responsabilidade  da obtenção de terreno para a construção de nova Unidade de Saúde Familiar de Alfena, segundo a candidatura local de Valongo. O Bloco denunciou em comunicado de imprensa a maneira como a população está a ser prejudicada por este impasse.

 

publicado por eliseupintolopes às 13:29
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Visita às Associações e Colectividades locais

Na semana passada, iniciei visitas às várias associações e colectividades do concelho.

Afirmo como prioridade da minha candidatura o desenvolvimento de um Programa Municipal de Apoio às Associações e Colectividades locais como resposta à falta de diálogo e de colaboração entre o actual executivo camarário e a grande parte daquelas entidades.
Até à presente data, o actual executivo liderado por Fernando Melo insiste em fazer eleitoralismo com o associativismo no concelho, como acontece, por exemplo, com o recém-criado Gabinete das Colectividades que aparece, precisamente, a seis meses das eleições. A câmara nunca teve um programa desenvolvido em permanência para as associações e, por isso, adopta estas medidas isoladas e de fachada. Tem demonstrado uma atitude de desprezo face às actividades desenvolvidas e que se revela, desde logo, na fraca presença das colectividades na organização dos eventos promovidos na agenda cultural de Valongo. Ainda há um ano atrás, em entrevista a um jornal local, Fernando Melo afirmava que “para elas (associações), muitas vezes o que importa passa por ranchinhos ou coisinhas desse tipo, que têm a sua razão de ser, mas que não têm nada a ver com a nossa identificação” (in Voz de Ermesinde de 15/04/2008)
 
Entendo, por isso, ser tempo de repensar o papel das colectividades no concelho, pois são fundamentais na promoção da democracia participativa e no envolvimento dos cidadãos na vida cívica. Pelo que muitas das propostas a ter em conta no referido programa podem surgir no decorrer das visitas e reuniões realizadas.
 
publicado por eliseupintolopes às 11:38
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Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Caminhada à Serra de Santa Justa

 O Grupo de Pedestrianismo de Ermesinde - Terra Verde promoveu no dia 9 de Maio, o 1.º  Encontro de Pedestrianismo da Serra de Santa Justa. Estive presente no evento como convidado e tive a oportunidade de constatar a magnífica beleza da paisagem local.

 

Durante parte do percurso tive também a oportunidade de ouvir as preocupações de algumas das cerca das 70 pessoas presentes. De facto, ao longo do percurso, são evidentes alguns pontos de degradação, sobretudo, devido à existência de lixo e de detritos nas bermas dos caminhos e nos leitos dos rios Simão e Ferreira. Na passagem pela aldeia de Couce constatei um cenário idêntico. Esta situação é de lamentar ainda para mais numa altura em que a Câmara Municipal promove caminhadas no corredor ecológico. Entendo, por isso, ser fundamental a permanente manutenção da limpeza deste local complementada com maior vigilância e sensibilização das pessoas para a importância da preservação  deste riquíssimo património paisagístico e ambiental. 

 

 Outro aspecto que me chamou atenção foi a existência de inúmeros telhados de zinco e doutros materiais nas casas da aldeia de Couce. Estes telhados descaracterizam os traços originais das habitações e deviam ser substituídos.

  

Outra questão igualmente importante prende-se com a pouca, e em alguns pontos, total ausência de sinaléctica durante o percurso. Nesta matéria seria importante a homologação do trajecto pela Federação Portuguesa de Montanhismo, o que implicaria a adopção da sinaléctica uniformemente utililizada em todos os percursos reconhecidos ao nível nacional.

 

Defendo, por isso, um maior empenhamento da Câmara Municipal de Valongo na salvaguarda desta zona, promovendo o seu potencial turístico mas sempre com um especial cuidado na preservação daquele que é considerado o maior pulmão verde  da área metropolitana do Porto. Álias, as serras de Santa Justa, Pias e Castiçal reúnem todas as condições para integrarem a Rede Nacional de Áreas Protegidas, sendo este um dos objectivos desta candidatura e pelo qual lutarei com determinação.    

 

publicado por eliseupintolopes às 11:48
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Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Apresentação pública da candidatura - Voz de Ermesinde

 

SECÇÃO: Destaque

Bloco de Esquerda anunciou Eliseu Pinto Lopes como o seu candidato à Câmara de Valongo

Aos 31 anos Eliseu Pinto Lopes terá porventura assumido publicamente, a 17 de Abril passado, um dos maiores desafios da sua vida, dia em que foi anunciado como o principal rosto do Bloco de Esquerda (BE) na corrida eleitoral à Câmara Municipal de Valongo (CMV).

Fotos MANUEL VALDREZ
Fotos MANUEL VALDREZ

A apresentação do jovem advogado valonguense decorreu na Vila Beatriz e contou com a presença de muitos simpatizantes, militantes e dirigentes bloquistas, nos quais se destaca entre estes últimos João Teixeira Lopes.
Actual presidente do Instituito de Apoio aos Jovens Advogados Eliseu Pinto Lopes começaria por explicar as razões da aceitação deste desafio, tendo dito então que as mesmas não se prendiam com a intenção de iniciar uma carreira política mas antes pelo facto de como cidadão deste concelho não poder estar calado perante a passividade – em diversos aspectos - instalada no mesmo.
Lembrando os números do flagelo chamado desemprego entre a população mais jovem do país, onde Valongo é um dos exemplos mais alarmantes dentro da Área Metropolitana do Porto (AMP) no que concerne a este tema, o advogado deixaria no ar algumas questões direccionadas à equipa que gere os destinos da CMV presentemente, as quais poderiam significar mais postos de trabalho à população – jovem e menos jovem – e proporcionariam simultaneamente maiores índices de qualidade de vida. «Onde está a Nova Valongo que Fernando Melo prometeu? A escola de turismo? A linha do metro? Onde estão estas e outras promessas do actual presidente da autarquia? O que vemos é um concelho estagnado e moribundo, consequência de 16 anos – de “gestão” PSD – de quezílias, de intrigas políticas a nível interno, de oportunismos. Já não mais é possível esconder o abismo existente entre a população e o poder político local. O BE tem combatido nestes últimos quatro anos a arrogância desta CMV para com os valonguenses, e somos hoje a alternativa de confiança que faz falta em Valongo, a força para devolver a Câmara à população», sublinhou.
Fundador e membro do grupo promotor do Movimento pelo Tribunal de Valongo (o qual tem por objectivo denunciar as deploráveis condições de funcionamento do actual tribunal valonguense e a mobilização dos cidadãos para a construção de um novo edifício condigno para a instalação daquele órgão) Eliseu Pinto Lopes avançou com quatro prioridades do BE para o concelho, as quais passam pelo combate à crise social, pela concretização de um amplo programa de políticas municipais de apoio aos jovens, pela aposta na qualidade de serviços públicos prestados no munícipio e, por fim, pelo reordenamento urbanístico e ambiental. No que concerne ao primeiro ponto o advogado propõe a diminuição da taxa de IMI para as famílias carenciadas, o congelamento do aumento das rendas sociais bem como a revisão imediata de todas as rendas sociais das habitações onde os agregados familiares estejam em situação de desemprego, pobreza ou exclusão social.
No plano de apoio à juventude adiantaria a intenção de criar uma bolsa de imóveis destinada ao arrendamento a jovens até aos 35 anos com custos controlados, a isenção de taxas municipais e comparticição no pagamento de facturas de água.

TEIXEIRA LOPES
VATICINA UM
“FINAL FELIZ” AO
CANDIDATO

foto

À intervenção de Eliseu Pinto Lopes seguiria-se a de João Teixeira Lopes que não esconderia o seu contentamento pelo facto de o Bloco de Esquerda estar a viver por estas alturas um momento muito especial na sequência de ter visto a Assembleia da República aprovar a sua proposta de levantamento do sigilio bancário. «É um dia muito importante para a democracia portuguesa, uma vitória de todos os portugueses».
Mas nem tudo foram motivos de satisfação no discurso do bloquista, o qual traçaria posteriormente um quadro negro daquilo o que é presentemente o Concelho de Valongo. «Valongo é hoje um dos territórios da AMP que mais desprezo tem tido da parte dos políticos. É um concelho de velhos políticos e de velhas políticas onde imperam os interesses de privados. A título de exemplo é dos concelhos com menor poder de compra per capita na AMP. Chegou a altura de mudar, de dar a Valongo um novo modelo de desenvolvimento, de inovação, mobilidade e inclusão social.
A candidatuta do Eliseu Pinto Lopes traz novos ventos, traz seriedade, competência e coragem, e estou certo que vai ser com estes argumentos que ele vair ser eleito vereador», rematou convictamente.
 

Por: Miguel Barros
 

in Voz de Ermesinde de 30/04/2009

 

publicado por eliseupintolopes às 17:53
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Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

Discurso na apresentação da candidatura

Minhas queridas amigas,

Meus caros amigos,

 
Hoje, começa para mim um novo projecto.
Não me considero um político e aqueles que me conhecem não deixarão, certamente, de revelar alguma perplexidade perante esta minha decisão.
 
A razão porque aceitei ser o candidato do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Valongo nada tem a ver com qualquer ambição política, mas com o simples facto de não poder, enquanto cidadão, continuar a estar calado e passivo perante a pavorosa realidade deste concelho.
 
Foi neste concelho que, em circunstâncias particularmente difíceis, comecei a minha vida profissional há 10 anos. Frequentava o curso de Direito numa Universidade do Porto e precisava de pagar as propinas. Meti pés ao caminho e fui procurar trabalho, o que acabei por conseguir num pequeno escritório de advocacia no centro da cidade de Valongo.
 
Trabalhar e estudar ao mesmo tempo foi duro, mas eu pertenço à geração que tentou realizar um sonho.
Cumprimos com enorme sacrifício.
Cumprimos com o nosso país ao contribuirmos para o combate ao atraso descomunal em termos educacionais. Por isso, é com profunda tristeza que, hoje, vejo quase 50 mil jovens licenciados no desemprego e muitos mais a trabalhar no que aparece, nomeadamente, nos call centers, nas caixas de supermercado, nas lojas dos shoppings, e em muitos outros trabalhos precários sem quaisquer direitos.
 
Enfim, uma geração inteira desperdiçada e sem lugar nesta sociedade feita de gente conformada e que, dia após dia, desiste e baixa os braços à luta por um futuro melhor.
 
E os Valonguenses são também parte dessa sociedade, dessa gente e dessa juventude. Também eles vivem sem esperança, resignados, prontos a desistir perante a inevitável conclusão de que “os políticos são todos iguais e que não valem a pena”.
 
Vivem fartos do palavreado dos políticos instalados no poder e das promessas que, acto eleitoral após acto eleitoral, ficam por cumprir. Hoje, perguntam:
 
Onde está a NOVA VALONGO que Fernando Melo invocou, mandato após mandato e já lá vão quatro, como projecto fundamental que iria revolucionar o concelho?
 
Onde está a ESCOLA SUPERIOR DE HOTELARIA E TURISMO que colocaria o concelho entre o grupo daqueles que beneficiam da existência de um pólo de ensino superior como motor de desenvolvimento social, educacional e económico?
 
Onde está o METRO DE VALONGO que foi apregoado como a grande opção da política de mobilidade no município ao serviço da população?
 
Onde está a empresa de TRANSPORTES URBANOS DE VALONGO que tanto tem sido reclamada pelos Valonguenses para estabelecerem ligação entre as várias freguesias do concelho?
 
Onde estão a LIGAÇÃO VALONGO-ERMESINDE e a ligação VALONGO-ALFENA que até à data não passaram daquela aberração urbanística existente na Avenida dos Lagueirões?
 
Em Valongo não estão certamente, mas o embuste não perdurará por muito mais tempo, pois sabemos que faltaram à verdade ao prometer o que há muito sabiam não poder cumprir. E isto, meus caros amigos, tem um nome: demagogia.  
 
Os Valonguenses sabem - assim como nós sabemos - que, ao fim de 16 anos, o concelho de Valongo, à semelhança do actual executivo camarário, está esgotado, decadente e sem qualquer capacidade de concretização. O concelho está estagnado no tempo e jaz moribundo.
 
Sabem que a anunciada recandidatura de Fernando Melo confirma a sua obsessão pelo poder e a satisfação de interesses que parasitam na Câmara há longa data.
 
Sabem que são dezasseis anos de quezílias e de intrigas políticas no executivo camarário, de demissões de vereadores e de retiradas de competências, de interesses instalados e de disputas de poder, de falta de sensibilidade social, de falsas promessas.
 
Sabem que não têm alternativa e olham com desconfiança o mesmo oportunismo, a mesma intriga e a mesma disputa a que se vai assistindo nos bastidores daqueles que, actualmente, propagandeiam a falsa mudança.
 
Sabem que o Executivo Camarário lhes virou as costas e que desconsidera totalmente a sua opinião, não assumindo sequer, com humildade, que errou nas decisões tomadas.
 
Sabem que no meio desta confusão deixou de existir lugar para eles, para os seus problemas, para as suas preocupações e para as suas aspirações.
 
Caras amigas e caros amigos,
 
Já não é mais possível continuar a esconder o abismo que separa a população de Valongo e os dirigentes políticos que estão na Câmara. Desafio qualquer um dos presentes a assistir às reuniões públicas da Câmara e contar os munícipes presentes nessas reuniões. Garanto-vos que na maioria delas é zero. As pessoas, pura e simplesmente, não aparecem. Vejam, por exemplo, os dados do STAPE que revelam uma abstenção de quase 40%. Nas duas últimas eleições autárquicas cerca de 30 000 pessoas não foram votar. Para terem uma ideia, a abstenção é muito superior à votação do partido que ganhou as eleições para a Câmara Municipal. 
 
E o mais grave é que tanto Fernando Melo, como os vereadores da Câmara Municipal, têm consciência desta realidade. Mas nada fazem para a mudar. No fundo sabem que têm mais a ganhar se a população não estiver interessada e não fizer questão de participar e fiscalizar o seu trabalho. A Câmara Municipal tem sido uma espécie de coutada privada que vai servindo de palco para as intrigas e disputas de poder entre PSD e PS. Sendo certo, porém, que nessa coutada não há lugar para os Valonguenses.  
 
O Bloco de Esquerda tem denunciado e combatido a arrogância, o autoritarismo e a política de costas voltadas entre os cidadãos deste concelho e a Câmara Municipal.
 
Para o Bloco a Câmara deve ser feita pelas pessoas e para as pessoas. E é essa a verdadeira essência e a matriz programática desta candidatura: devolver a câmara aos valonguenses.
 
Para nós a gestão da câmara tem de ser feita de “baixo para cima” e não o contrário. É aos munícipes de Valongo que cabe decidir o rumo do concelho, as opções a seguir e as decisões a tomar. O futuro do concelho não pode ficar dependente da megalomania inconsequente e sonhadora de uma pessoa, ainda que essa pessoa seja o Presidente de Câmara.  
 
É preciso cortar com o passado e mudar a forma de fazer política neste concelho;
 
É preciso, antes de mais, reconquistar a confiança dos valonguenses;
 
É preciso mostrar que existe alternativa e que os políticos não são todos iguais.
 
Nos últimos dez anos temos feito esse trabalho. Colocamos as pessoas em primeiro lugar e, ao lado delas, lutamos pelas suas aspirações. Crescemos e estamos mais fortes, mais preparados e mais interventivos. Temos incomodado muitos e já somos o alvo político a abater doutros tantos – reconhecimento este que só nos lisonjeia, de resto. Por isso, os Valonguenses podem contar connosco, porque somos hoje a alternativa de confiança que faz falta na Câmara!
 
Os Valonguenses conhecem-nos e sabem que dizemos as verdades por mais dolorosas que sejam de ouvir. Somos coerentes na nossa actuação e no nosso discurso. Sabemos ao que vimos, o que queremos e para onde vamos. Somos a força da mudança a que já se juntaram muitas e muitos Valonguenses que acreditam que é possível um outro concelho.
 
Um concelho com mais justiça económica e igualdade de oportunidades, onde não seja uma fatalidade uma criança nascida num dos 16 bairros camarários não ter a mesma oportunidade de progredir na sua educação e ter sucesso no emprego que uma criança nascida nos meios mais ricos dos centros das cidades.     
 
Um concelho com mais justiça social, onde não seja possível uma proposta de orçamento prever um investimento de 500 mil euros para a construção de uma rotunda e de apenas 112 mil euros para acção social.
 
Um concelho com mais solidariedade, onde não seja possível fazer eleitoralismo com a miséria alheia, mediante a distribuição de comida em cantinas em ano de eleições e à frente da comunicação social. 
 
Um concelho com mais democracia, onde não seja possível a intimidação e o medo daqueles que ousam ter opinião. Um concelho onde todos têm lugar e todos têm uma palavra a dizer.
 
Queremos, por isso, ouvir os Valonguenses e com eles construir e aprofundar o programa desta candidatura que antes de ser política é, como já referi, uma candidatura de cidadania. Aqui não há caciquismo em relação aos poderes local ou central, nem obsessão, disputa ou ambição pelo poder. Continuaremos a frequentar as praças, as ruas, os bairros, as associações e todos os espaços públicos deste concelho. Iremos mobilizar, com todas as nossas forças, os cidadãos para votarem, com vista á diminuição da abstenção.
 
Muitas das nossas propostas são já conhecidas e resultam do intenso trabalho realizado pelo Bloco em diversas áreas ao nível concelhio, o que, infelizmente, demonstra que a realidade pouco ou nada mudou nos últimos dez anos. Dessas propostas têm dado eco o Fernando Monteiro e o Luís Santos, na Assembleia Municipal de Valongo e na Assembleia de Freguesia de Ermesinde, respectivamente, onde têm feito um excelente trabalho.
 
Pretendemos, todavia, assumir quatro das prioridades em prol das quais se mobilizará esta candidatura e que temos por absolutamente urgentes no concelho:
 
- Primeira: Combate à crise social através da acção da Câmara;
Esta semana fomos confrontados com os números do Banco de Portugal que dão conta da existência de 2 milhões de pobres, dos quais 300 mil são crianças. São números que demonstram a gravidade e a dimensão da pobreza neste país. E por isso, entendemos que a Câmara deve assumir o combate à crise social como prioritário e urgente. Assim propomos:
a) A criação imediata de um Gabinete de Combate á Crise, com a finalidade de proceder a um levantamento exaustivo de todas as situações de pobreza, exclusão social, sobreendividamento de famílias e pequenas empresas e promover as medidas que possam estar ao alcance do município para minorar o impacto da crise sobre os grupos sociais mas desfavorecidos;
b) A diminuição da taxa de IMI para famílias necessitadas;
c) A isenção de taxas municipais e comparticipação no pagamento da factura da água a famílias carenciadas do concelho;
d) O congelamento do aumento das rendas sociais;
e) A revisão imediata de todas as rendas sociais das habitações com agregados familiares em situação de desemprego, pobreza ou exclusão social recentes;
f) A disponibilização de títulos de transportes públicos aos munícipes mais carenciados;
d) A comparticipação no preço dos medicamentos dos desempregados, pensionistas carenciados e doentes crónicos.
 
- Segunda Prioridade: Concretização de um amplo programa de Políticas Municipais de Apoio aos Jovens;
Esta candidatura assume como primordial o apoio à juventude para que deixem de sentir este concelho apenas como um dormitório e um refúgio à carestia de vida do Porto. Os jovens devem sentir que o concelho é atractivo e propício para iniciarem os seus projectos de vida autónoma. A sua identificação com o concelho é fundamental. Falta, por isso, um sentimento de pertença, uma IDENTIDADE VALONGUENSE. E, por isso, nesta matéria propomos:
a) Criação de bolsa de imóveis destinados ao arrendamento a jovens até aos 35 anos de idade com custos controlados;
            b) Isenção de taxas municipais e comparticipação no pagamento das facturas de água;
            c) Programas de apoio a projectos empreendedores de jovens em início de vida profissional e de apoio à entrada no mercado de trabalho;
            d) Construção e beneficiação de equipamentos para a prática desportiva e promoção da sua utilização pelas camadas jovens;
            e) Criação de espaços físicos de encontro e convívio de jovens junto das associações locais, dotando esses espaços de computadores, internet, livros, cd´s, dvd´s, entre outros.
            f) Promoção do associativismo e do voluntariado, bem como da participação cívica nas actividades municipais.
 
- Terceira Prioridade: Aposta na Qualidade dos Serviços Públicos Prestados no Município;
O concelho de Valongo revela graves carências nos serviços públicos que servem a população e que radicam nas políticas erráticas do executivo camarário. Desde logo, na promoção de projectos megalómanos e de que é exemplo a “NOVA VALONGO” que acolheria parte significativa dos serviços públicos do município, mas que nunca foi concretizada com grave prejuízo para os Valonguenses.
Trabalho neste concelho e vejo todos os dias de manhã o amontoado de pessoas nos vários serviços (na Segurança Social, nos correios, no tribunal, entre outros) a aguardarem às vezes mais de uma hora para serem atendidas. Sentam-se nas escadas de acesso e até no chão por falta de condições das instalações. Muitos destes serviços não têm condições mínimas quer para os utentes quer para os profissionais que neles trabalham.
Se calhar para os membros do executivo camarário estas situações são minudências, pois eles não os frequentam e, portanto, estão longe da sua vista. Mas não o são, certamente, para o cidadão comum que, tal como eu, diariamente precisa de frequentar esses serviços.
É, por isso, urgente a sensibilização de todas as entidades públicas que tutelam os serviços públicos prestados no concelho de Valongo para esta realidade e criar condições para a sua melhoria, nomeadamente, ao nível das infra-estruturas.
 
- Quarta prioridade: Reordenamento Urbanístico e Ambiente
É preciso inverter a lógica de caos urbanístico que tem imperado neste concelho, resultante em grande parte da descontrolada construção habitacional e da especulação imobiliária que se fizeram sentir com mais intensidade no final da década de 90.
Propomos uma redefinição da política urbanística municipal que promova:
            . A redução das áreas e dos índices construtivos;
. A reabilitação urbana;
            . A criação de mais espaços verdes e de lazer;
            . A melhoria da fiscalização municipal às obras de edificação;
            . A penalização fiscal dos prédios devolutos;
. A delimitação rigorosa e equilibrada das áreas habitacionais, comerciais e industriais;
. A planificação das acessibilidades e da mobilidade nos aglomerados urbanos;
. E a reabilitação do património histórico do concelho.
 
Na área do ambiente, e porque pouco ou nada foi feito à excepção das campanhas de propaganda, reafirmamos as propostas de há quatro anos, nomeadamente, quanto ao tratamento e despoluição dos rios que atravessam o concelho e a concretização do plano de preservação e salvaguarda das Serras de Santa Justa, Pias e Castiçal, pondo fim ao abandono que propicia acções criminosas de fogo posto e de vandalismo.   
 
Caras amigas e caros amigos,
 
Estamos convictos que o Bloco de Esquerda vai eleger vereadores e deputados municipais e queremos, desde já, convocar os Valonguenses para participarem na gestão do município. Seremos um só povo e um só concelho, em que cada um sinta orgulho de viver e trabalhar nesta terra, onde olhemos uns pelos outros e formemos uma grande família. Chegou, por isso, a hora dos Valonguenses decidirem o seu futuro. Da minha parte, seja ou não eleito, continuarei a lutar por este concelho.
 

Boa tarde a todos e obrigado.

 

Valongo, 17 de Abril de 2009

publicado por eliseupintolopes às 18:56
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Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Candidatura na imprensa - JN

VALONGO

 

Eliseu Lopes é candidato do BE à Câmara

 

O advogado Eliseu Lopes, de 31 anos, apresenta hoje a sua candidatura à Câmara Municipal de Valongo pelo Bloco de Esquerda, numa conferência de imprensa que contará com a presença do dirigente João Teixeira Lopes.

 

Mais logo, às 18 horas, Eliseu Lopes falará, na Vila Beatriz, em Ermesinde, das suas ideias para o concelho, algumas já reveladas ao longo da sua intervenção política: presidente do Instituto de Apoio aos Jovens Advogados, trabalha em Valongo há dez anos, e tem sido uma das vozes activas na denúncia das más condições do Tribunal e na construção de um edifício condigno.

 

Até ao momento, são quatro os candidatos conhecidos à liderança da Câmara de Valongo: Afonso Lobão, pelo PS; Maria José Azevedo, como candidata independente; Vitorino Silva (mais conhecido como Tino de Rans, também como independente); e, a partir de hoje, Eliseu Lopes pelo BE. D.M

 

in JN de 17/04/2009

 

  

publicado por eliseupintolopes às 09:54
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Candidatura na imprensa - DN

Autárquicas/Valongo

Líder do Instituto de Apoio aos Jovens Advogados é candidato do BE

O advogado e presidente em exercício do Instituto de Apoio aos Jovens Advogados, Eliseu Pinto Lopes, vai ser anunciado sexta-feira como candidato do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara de Valongo.

Em declarações hoje à Lusa, o candidato disse que o objectivo do BE para Valongo é assegurar a eleição de vereadores num concelho onde aquela força política já tem presença na Assembleia Municipal.

"Estamos convencidos de que finalmente vamos ter presença na câmara", afirmou.

O envolvimento da autarquia no combate à crise social, em consequência do encerramento de várias empresas, e políticas de apoio aos jovens residentes no concelho, "para que não façam de Valongo um mero dormitório", são algumas apostas da candidatura do BE em Valongo.

Eliseu Pinto Lopes preconiza também o "empenhamento activo" da autarquia na melhoria dos serviços públicos e defende políticas de despoluição de cursos de água e de salvaguarda de serras de Santa Justa, Castiçal e Pias.

"Corrigir o rimo de políticas erradas" que resultaram na "massificação de construção habitacional e no caos urbanístico" é outra meta da candidatura.

O cabeça-de-lista do BE, 31 anos, trabalha em Valongo desde 1999 e foi fundador do grupo promotor do Movimento pelo Tribunal de Valongo, que defende a rápida construção de novas instalações judiciais.

A Câmara de Valongo é dirigida actualmente pelo social-democrata Fernando Melo, e para as próximas autárquicas também já estão anunciadas outras candidaturas, como a do socialista Afonso Lobão e da independente, actual vereadora do PS, Maria José Azevedo.

Vitorino Silva ("Tino de Rans"), um ex-calceteiro da Câmara do Porto, que já dirigiu uma junta de Penafiel, foi vedeta de televisão e protagonista num congresso socialista da era Guterres, também já assumiu que é candidato independente à Câmara de Valongo.

JGJ.

Lusa em 16/04/2009

publicado por eliseupintolopes às 09:34
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Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Artigo de opinião

 

O Presidente Sonhador
 
Um jornalista do JN referiu esta semana que tinha o sonho de ser presidente de uma empresa municipal. Curiosamente, também esta semana, o presidente do município de Valongo declarou, em separata distribuída com aquele jornal, ser um sonhador e ainda querer “fazer imensa coisa”. Ora, eu também tive um sonho. E nesse sonho, os primeiros raios de sol esboçam a paisagem urbana e anunciam o nascer do novo dia no concelho da Sonholândia. É terra de gente empenhada na defesa da qualidade de vida e do bem-estar de todos os que integram aquela comunidade. Nestas matérias, o sonhador, enquanto habitante típico da Sonholândia, é um privilegiado e é, por isso, invejado pelos membros dos municípios vizinhos. É inegável o contributo do Presidente da Sonholândia para o desenvolvimento do concelho, permitindo ao sonhador sentir um especial orgulho em viver naquele município.
Na Sonholândia, o sonhador vislumbra um planeamento urbanístico equilibrado com respeito pelas exigências da densidade e da qualidade construtiva sem cedência à tentação de encher não só os cofres municipais com as receitas provenientes dos IMI, IMT e licenças de construção, mas também os bolsos dos empreiteiros com a “betonização” do concelho. O sonhador beneficia das excepcionais condições dos serviços públicos municipais instalados na nova centralidade do município – a “Nova Sonholândia”, obra de monta do Presidente e motivo de orgulho da população local.
Nas áreas das acessibilidades e mobilidade, o Presidente cumpriu com o prometido e o sonhador pode, com segurança e comodidade, deslocar-se para qualquer ponto do município, utilizando o Metro da Sonholândia. O sonhador usufrui ainda de ligações rodoviárias de qualidade, tendo o Presidente dado particular atenção à manutenção e conservação da rede viária. O sonhador pode desfrutar, hoje, dos múltiplos equipamentos desportivos municipais, sobretudo, os do Pólo Universitário da Sonholândia que constitui um importante legado deixado às gerações vindouras.
Na Sonholândia existem muitas outras coisas de que o sonhador se pode gabar e sentir orgulhoso. Mas a mais importante de todas é a confiança que o sonhador deposita no Presidente, pois este foi-lhe sempre leal e sincero, nunca prometendo o que sabia não poder cumprir. Nunca o Presidente usou dos (já mais que gastos) truques de retórica política de anunciar obras a fazer no presente, com a utilização dos verbos no passado como se já estivessem concluídas, ou então, de anunciar meras intenções, com utilização dos verbos no presente como se já estivessem a ser concretizadas. Nunca a Presidente utilizou meios de comunicação para divulgação e promoção da sua própria imagem, especialmente, em ano de eleições. Assim como o sonhador nunca sentiu o Presidente agarrado ao poder e obcecado pela sua eternização no mesmo, caindo no ridículo de não perceber que o seu tempo já passou e que é inglório o esforço de usar um capacete de obras para parecer dinâmico ou uns óculos de sol para parecer jovem e moderno.
 
Por: Eliseu Pinto Lopes
In Voz de Ermesinde de 15/04/2009
 
publicado por eliseupintolopes às 19:14
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