> Alternativa de Confiança

Bem-vindo ao meu blogue na internet! Sou o candidato do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Valongo e neste espaço pretendo estabelecer um elo de comunicação com todos os munícipes do concelho. Os principais desenvolvimentos da candidatura serão aqui relatados. Conto, desde já, com o contributo de todos para a discussão das ideias e dos temas que fazem parte do quotidiano dos Valonguenses. Desejo, por isso, que este blogue seja um espaço de partilha das nossas preocupações, das nossas angústias e das nossas ambições quanto ao futuro do concelho de Valongo. Procuraremos, em conjunto, encontrar as soluções e o caminho a seguir, estabelecendo um diálogo permanente com todas e todos os que acreditam que é possível construir uma verdadeira alternativa – uma alternativa de confiança - para mudar o nosso concelho.

Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

PROGRAMA ELEITORAL DO BLOCO DE ESQUERDA

ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS VALONGO 2009

Decorridos 16 anos continuamos a viver no concelho mais pobre do Grande Porto. Segundo os dados avançados pelo Observatório para o Desenvolvimento Social e Económico da Universidade da Beira Interior, o município de Valongo passou do 54º lugar, em 2004, para o 93º, em 2006, baixando 39 posições no ranking das 278 autarquias do continente. O atraso do concelho de Valongo é cada vez maior. Não é mais possível esconder ou aligeirar as responsabilidades de todos aqueles que têm gerido o município e o têm levado para o “fundo do poço”. O actual executivo camarário, liderado pela coligação PSD/PP, tem demonstrado desorientação, desgaste, impotência e, sobretudo, desmotivação. Vive enredado nas quezílias e nas intrigas políticas, nas demissões de vereadores e nas retiradas de competências, nos interesses instalados e nas disputas de poder, na falta de sensibilidade social e nas falsas promessas.
O BE tem demonstrado uma outra forma de fazer política. Uma política com coerência no discurso e na actuação. Na Assembleia Municipal de Valongo e na Assembleia de Freguesia de Ermesinde temos presença activa e temos feito esse trabalho. Para nós, as pessoas estão em primeiro lugar e, ao lado delas, lutamos pelas suas aspirações. Quando os pais dos alunos das escolas da Bela, Sampaio e Gandra reclamaram da falta de cantinas para os seus filhos, nós estávamos lá. Quando a Lear encerrou as portas e deixou mais de 1000 trabalhadores no desemprego, nós estávamos lá. Quando foi preciso impedir a negociata da entrega do serviço público de recolha de resíduos a uma empresa privada, nós estávamos lá. Quando foi preciso alertar para a necessidade de criação de um gabinete de apoio às vítimas de violência doméstica, nós estávamos lá. Quando foi preciso propor medidas para o combate à crise social, nós estávamos lá. Nunca viramos a cara à luta e às causas das pessoas.
Estivemos, por isso, à altura das responsabilidades que os cidadãos nos confiaram e ganhamos força com a experiência adquirida. Fizemos a diferença. Crescemos e estamos mais fortes, mais preparados e mais interventivos. As pessoas conhecem-nos e sabem que somos, hoje, a esquerda que vai à luta, a esquerda que quer juntar forças de todos os homens e de todas as mulheres do concelho e construir uma verdadeira alternativa: uma alternativa de confiança!
O Bloco marca a diferença não só no programa eleitoral, mas também na actuação dos seus candidatos. Para o Bloco não basta a coerência no discurso. É preciso também coerência na actuação. E isso, infelizmente, tem faltado naqueles que têm governado o nosso concelho.
Por isso, assumimos um projecto de mudança. Pretendemos fazer constar os nossos compromissos neste programa político para a transformação do concelho de Valongo, propondo o seguinte:
 
Combate à crise social através da acção da Câmara
Segundo os números do Banco de Portugal existem 2 milhões de pobres, dos quais 300 mil são crianças. São números que demonstram a gravidade e a dimensão da pobreza no nosso país. No concelho de Valongo a crise social agrava-se com a crise económica. O desemprego cresceu cerca de 27% no último ano e, em Junho passado, o concelho contava já com 7.000 desempregados. Para o Bloco de Esquerda a Câmara deve assumir o combate à crise social como prioritário e urgente. Neste contexto, foi fundamental a recente aprovação da Recomendação por um Programa de Urgência Social contra a crise, proposta pelo Bloco de Esquerda, na Assembleia Municipal de Valongo e que contou com a abstenção do PSD. È, por isso, fundamental a concretização prática da referida Recomendação por parte da Câmara Municipal mediante:
 
a) A criação imediata de um Gabinete de Combate á Crise, com a finalidade de proceder a um levantamento exaustivo de todas as situações de pobreza, exclusão social, sobreendividamento de famílias e pequenas empresas e promover as medidas que possam estar ao alcance do município para minorar o impacto da crise sobre os grupos sociais mas desfavorecidos;
 
b) A diminuição da taxa de IMI para famílias necessitadas;
c) A isenção de taxas municipais e comparticipação no pagamento da factura da água a famílias carenciadas do concelho;
Bloco assume como primordial a concretização de um programa de políticas municipais destinado a apoiar os jovens em início de vida activa e as pessoas mais idosas que procuram manter ou melhorar a sua
d) O congelamento do aumento das rendas sociais;
e) A revisão imediata de todas as rendas sociais das habitações com agregados familiares em situação de desemprego, pobreza ou exclusão social recentes;
 
f) A disponibilização de títulos de transportes públicos aos munícipes mais carenciados;
 
g) A comparticipação no preço dos medicamentos dos desempregados, pensionistas carenciados e doentes crónicos;
h) A distribuição gratuita de livros e de material escolar aos alunos do 1º ciclo. 
 
Concretização de um Programa de Políticas Municipais de Apoio aos Jovens e aos Idosos
O qualidade de vida. Cada vez mais, os jovens sentem o concelho como um dormitório ou um refúgio à carestia de vida do Porto. Os idosos vivem isolados entre as paredes das suas próprias casas. As pessoas não vivem o concelho, pois com ele não se sentem identificadas. Falta, por isso, um sentimento de pertença, uma identidade concelhia, uma identidade valonguense. O Bloco quer um concelho vivo, dinâmico e atractivo para os jovens iniciarem os seus projectos de vida autónoma e com qualidade de vida para todos.
 
Entre outros, o programa terá por objectivo a integração dos jovens no concelho para que deixem de sentir o município como um dormitório ou um refúgio à carestia de vida do Porto. O concelho deverá ser atractivo e propício para iniciarem os seus projectos de vida autónoma. A sua identificação com o concelho é fundamental. Falta, por isso, um sentimento de pertença, uma identidade concelhia, uma identidade valonguense. E, por isso, nesta matéria propomos:
 
a) Criação de bolsa de imóveis destinados ao arrendamento a jovens até aos 35 anos de idade com custos controlados, através, por exemplo, do aproveitamento dos vários prédios inacabados do concelho;
 
b) Isenção de taxas municipais e comparticipação no pagamento das facturas de água;
c) Programas de apoio a projectos empreendedores de jovens em início de vida profissional e de apoio à entrada no mercado de trabalho;
d) Construção e beneficiação de equipamentos para a prática desportiva e promoção da sua utilização pelas camadas jovens;
 
e) Criação de espaços físicos de encontro e convívio de jovens junto das associações locais, dotando esses espaços de computadores, internet, livros, cd´s, dvd´s, entre outros.
 
f) Promoção do associativismo e do voluntariado, bem como da participação cívica nas actividades municipais;
g) Criação de creches e infantários municipais em todas as freguesias mediante protocolos celebrados com as Juntas de Freguesia;
 
Assegurar e manter a qualidade de vida dos mais idosos é também um factor de desenvolvimento social. Por vezes, as medidas mais simples podem fazer a diferença para aqueles que perderam a sua autonomia e dependem da ajuda de terceiros. Assim o Bloco propõe:
 
a) Mediante protocolos a celebrar com as Juntas de Freguesia, a instalação de Gabinetes de Apoio ao Idoso em todas as freguesias do concelho, com vista ao acompanhamento permanente nas mais diversas questões, como por exemplo, impostos, preenchimento de documentos, pedidos de cuidados de saúde ou assistência hospitalar, etc.
b) A aquisição pela Câmara Municipal de diverso equipamento hospitalar para disponibilizar aos idosos do concelho, nomeadamente, cadeiras de rodas, camas articuladas, canadianas, andarilhos, etc;
 
c) Apoio financeiro e logístico às associações e IPSS do concelho, nomeadamente, no aumento das vagas em lares e na expansão da assistência domiciliária, bem como na organização de actividades recreativas e desportivas especialmente dedicadas aos mais idosos;
 
d) Criação de bolsa de imóveis especialmente adaptados destinados ao arrendamento aos idosos com custos controlados que vivam em casas degradadas, através, por exemplo, do aproveitamento dos vários prédios inacabados do concelho;
 
e) Criação de dotação orçamental especialmente destinada a dar auxílio em situações de emergência social.
 
Municipalização dos serviços básicos e aposta na qualidade dos serviços públicos
O concelho revela graves carências nos serviços públicos que servem a população e que são a consequência das políticas desastrosas do actual executivo camarário do PSD/PP. Desde logo, a privatização dos serviços básicos (água, saneamento, resíduos sólidos, transportes, parqueamento, etc) apenas serviu para encarecer brutalmente o custo de vida dos munícipes e aumentar o lucro das empresas privadas.
A inviabilidade de projectos megalómanos como a “NOVA VALONGO” que acolheria parte significativa dos serviços públicos do município contribuiu para o grave atraso do concelho nesta matéria. O Bloco tem denunciado esta política falhada e alertado para a falta de condições de muitos serviços públicos como aconteceu, entre outros, no tribunal de Valongo, nos centros de saúde de Ermesinde e de Campo e na Unidade de Saúde Familiar (USF) de Alfena. Mas o serviço público de qualidade pouco ou nada interessa a este executivo municipal. É ver como o “jogo do empurra” entre Câmara Municipal e Ministério da Saúde para arranjar um terreno para as novas instalações da USF de Alfena tem prejudicado a população daquela freguesia. Já para o que é privado, Fernando Melo tem toda a disponibilidade para aparecer nas fotografias de braço dado com os administradores do Grupo Trofa Saúde a visitar as obras dos futuros hospitais privados de Alfena e de S. Martinho ou anunciar com “pompa” a construção de mais um hospital privado em Valongo. Pelo que, defendemos uma Câmara activa na defesa dos serviços públicos prestados no concelho (educação, saúde, justiça, segurança social, etc) e que seja capaz de sensibilizar todas as entidades que os tutelam para a melhoria da sua qualidade. Defendemos igualmente a municipalização dos serviços básicos, pois estes devem ser de todos e não o negócio de alguns.
 
Captação de investimento para o concelho e criação de emprego
A actuação do actual executivo é claramente deficitária em termos de fixação e atracção de empresas, negócios e actividades que beneficiem o concelho na criação de riqueza e de emprego. Não existem políticas estruturadas, claras e eficazes de apoio às PME, ao empreendedorismo, ao microcrédito e ao planeamento e desenvolvimento empresarial. Em suma, as potencialidades do concelho de Valongo nesta área não são aproveitadas e incentivadas, o que tem contribuído para a decadência económica do município ao longo dos últimos anos.
 
Políticas activas de promoção da cultura e do desporto, mediante a valorização do associativismo e das colectividades locais
O executivo municipal tem seguido uma política desastrosa nas áreas da cultura e do desporto. Procurou, desde logo, impor unilateralmente a política a seguir nestes domínios com o total desprezo pelo trabalho desenvolvido pela maioria das associações e das colectividades locais. Até à presente data, o actual executivo liderado por Fernando Melo insiste em fazer eleitoralismo com o associativismo no concelho, como acontece, por exemplo, com o recém-criado Gabinete das Colectividades que aparece, precisamente, a seis meses das eleições.
Na verdade, a câmara nunca teve um programa desenvolvido em permanência para as associações e, por isso, adopta estas medidas isoladas e de fachada. Tem demonstrado uma atitude de desprezo face às actividades desenvolvidas e que se revela, desde logo, na fraca presença das colectividades na organização dos eventos promovidos na agenda cultural de Valongo. Ainda há um ano atrás, em entrevista a um jornal local, Fernando Melo afirmava que “para elas (associações), muitas vezes o que importa passa por ranchinhos ou coisinhas desse tipo, que têm a sua razão de ser, mas que não têm nada a ver com a nossa identificação” (in Voz de Ermesinde de 15/04/2008).
Para o Bloco, só é possível levar a cultura e o desporto a todo o concelho através de um trabalho de parceria com as associações e as colectividades locais. Estas são os parceiros privilegiados na promoção da cultura e do desporto. Por um lado, estão mais próximas das populações e, por outro, são conhecedoras da realidade e do terreno onde actuam. Daí que seja absolutamente urgente repensar o papel destas entidades no concelho, pois são fundamentais na promoção da democracia participativa e no envolvimento dos cidadãos na vida cívica. O Bloco defende, por isso, o desenvolvimento de um Programa Municipal de Apoio às Associações e Colectividades que, numa primeira fase, passaria pela realização de um estudo de análise da situação do associativismo no concelho e, numa segunda fase, pela planificação da política de promoção da cultura e do desporto propriamente ditos, sempre em estreita colaboração não só com as associações, mas também com as Juntas de Freguesia.
 
Orçamento Participativo, Ordeamento do território, Acessibilidades e Mobilidade
São bandeiras do Bloco desde a sua nascença, embora alguns candidatos só as tenham descoberto nestas eleições autárquicas. Infelizmente, continua a ser necessária a sua defesa, uma vez que nada mudou no concelho. O orçamento municipal é um instrumento fundamental de definição da política do concelho e deve ser elaborado com a participação activa da população que, desta forma, pode ter influência directa nas decisões.
Em matéria de ordenamento do território existe muito trabalho a fazer, nomeadamente, em termos urbanísticos. Um olhar atento sobre o município denunciará um dos maiores atentados das políticas seguidas pelo actual executivo do PSD/PP nos últimos 16 anos: a instalação de um verdadeiro caos urbanístico no concelho. A especulação imobiliária e a carestia de vida na cidade do Porto, sobretudo, no final da década de 90, contribuíram para um forte aumento da procura de habitação nos concelhos da periferia. Em poucos anos, milhares de jovens casais vieram atrás de habitação barata e era, precisamente, no concelho de Valongo que a acabavam por encontrar. A falta de planeamento urbanístico, a cedência aos lóbis imobiliários e a ganância de receita fiscal ditaram o cenário negro em que, hoje, vivemos. Avenidas inteiras de prédios a tapar o sol a outros prédios, milhares de habitações sem qualidade, mais de cinco mil imóveis devolutos, dezenas de prédios inacabados, isolados ou sem acessos, prédios construídos em cima das linhas-férreas, das auto-estradas ou junto de linhas de alta tensão, prédios construídos sem projectos ou licenças e de tudo um pouco foi aparecendo. A noção de Valongo como dormitório da cidade do Porto tornou-se uma realidade.
No sonho permaneceram os espaços verdes, os parques infantis, os centros cívicos, as hortas comunitárias, os apoios ao associativismo, às colectividades, ao desporto e à cultura, a dinamização do comércio tradicional, a reabilitação do património histórico e dos centros das cidades, e tudo aquilo que fizesse com que as pessoas se sentissem enraizadas no concelho e nele gostassem de viver.
Assim, para inverter este cenário propomos uma redefinição da política urbanística municipal que promova, entre outros, a redução das áreas e dos índices construtivos, a reabilitação urbana, a criação de mais espaços verdes e de lazer, a melhoria da fiscalização municipal às obras de edificação, a penalização fiscal dos prédios devolutos, a delimitação rigorosa e equilibrada das áreas habitacionais, comerciais e industriais, a planificação das acessibilidades e da mobilidade nos aglomerados urbanos, a reabilitação do património histórico do concelho. A planificação das acessibilidades e da mobilidade nos aglomerados urbanos leva-nos a outra antiga reivindicação do Bloco: a criação da rede de Transportes Urbanos de Valongo e a melhoria das acessibilidades que estabelecem a ligação entre as freguesias. Prioridades do Bloco inscritas no programa de há oito anos.
 
 
Conservação do património natural como promotor do desenvolvimento local
O ambiente é também uma questão fundamental para o BE, e porque pouco ou nada foi feito à excepção das campanhas de propaganda, reafirmamos as propostas de há quatro anos, nomeadamente, quanto ao tratamento e despoluição definitiva dos rios que atravessam o concelho e a concretização do plano de preservação e salvaguarda das Serras de Santa Justa, Pias e Castiçal, pondo fim ao abandono que propicia acções criminosas de fogo posto, de vandalismo e depósito de resíduos sólidos. A classificação destas serras como paisagem protegida e o aproveitamento do seu potencial turístico é fundamental no âmbito de políticas de desenvolvimento sustentado do concelho e da promoção da qualidade de vida. Propomos ainda um forte investimento na promoção da reciclagem dos resíduos sólidos que em muitas freguesias é claramente insuficiente ou inexistente.
 
Gestão municipal democrática e aberta às instituições do concelho
Os eleitos do Bloco continuarão a defender uma gestão municipal democrática e aberta às instituições Gestão municipal democrática e aberta às instituições do concelho. Entendemos que a gestão do município é tarefa da responsabilidade de todos e, por isso, os processos de decisão estratégicos serão precedidos de consulta e da audição dos munícipes e das entidades interessadas. As associações, as colectividades, as juntas de freguesia e demais instituições públicas constituirão sempre os parceiros privilegiados na decisão e execução das políticas municipais nas mais diversas áreas.
 
O Bloco de Esquerda quer uma nova política no concelho de Valongo. Este programa tem por objectivo dar resposta a essa aspiração, procurando resgatar a confiança dos cidadãos que acreditam ser possível uma mudança. O Bloco quer construir essa mudança e fazer a diferença, defendendo o respeito pelo programa aqui plasmado e a actuação coerente com aquilo que proclamamos.

BLOCO DE ESQUERDA VALONGO, SETEMBRO DE 2009

 

publicado por eliseupintolopes às 13:03
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Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

16 anos depois: "VALONGO GANHA"

Vale a pena ver em http://www.youtube.com/watch?v=z8bMpTC6g6U&feature=player_embedded

 

 

 

publicado por eliseupintolopes às 18:36
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Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Serviços públicos e desemprego na ordem do dia

 

A CAMPANHA ELEITORAL NO CONCELHO
Bloco de Esquerda: Eliseu Pinto Lopes no Centro de Emprego e Tribunal Judicial de Valongo

Foto BE/VALONGO
Foto BE/VALONGO

O candidato do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara Municipal de Valongo, Eliseu Pinto Lopes, visitou ontem o Centro de Emprego de Valongo e visita hoje o Tribunal Judicial da mesma cidade.
O candidato, aponta o BE, «esteve na fundação do Movimento pelo Tribunal de Valongo e tem sido uma das vozes activas na denúncia das más condições daquele tribunal e na construção de um edifício condigno. Embora só recentemente tenha sido divulgada a localização e o projecto do novo edifício do tribunal, o candidato considera um absurdo a opção de implantar o referido edifício no meio de quatro torres, de sete andares cada uma, destinadas a habitação e comércio, tudo em pleno centro da cidade de Valongo. Será uma muralha de prédios com um impacto visual brutal numa cidade com milhares de habitações devolutas e castigada pelo caos urbanístico gerado nos últimos anos, onde os interesses dos lóbis imobiliários continuam a falar mais alto».
Segundo Eliseu Pinto Lopes, estas visitas afirmam uma das prioridades da candidatura, «a aposta na qualidade dos serviços públicos prestados no concelho e que não se resolvem apenas com a instalação de uma “mini” ou “hiper” Loja do Cidadão, em Ermesinde, como tem sido defendido por outros candidatos».
O cabeça-de-lista do BE à Câmara entende que o município de Valongo «revela graves carências em muitos dos serviços públicos que servem a população em áreas essenciais como a saúde, a justiça, a educação, a segurança, entre outras. Estas carências prendem-se com diversas razões, sendo uma delas, a falta de empenho do executivo camarário nesta matéria». Não hesita, por isso, em acusar o executivo do PSD, liderado por Fernando Melo, «de apenas se preocupar com os interesses do sector privado que dão lucro a alguns e de desprezar o serviço público que deve ser de todos e para todos». E dá como exemplo a reclamação, há décadas, da «melhoria das condições de funcionamento dos centros de saúde de Campo e de Alfena, com o Executivo «a desdobrar-se em desculpas por nada ter feito, quando nas mesmas freguesias apadrinha o aparecimento dos Hospitais Privados de S. Martinho e de Alfena, tendo anunciado, recentemente, a instalação de mais um hospital privado e um hotel na urbanização Fonte da Senhora. Estes negócios apenas servem os interesses de alguns e destinam-se a uma minoria de pessoas com capacidade financeira, mas a maioria da população não tem acesso a estes serviços».
«A “febre da privatização”...», diz ainda o candidato bloquista, «...tem levado o Executivo a fazer negócio com tudo aquilo que deveria ser público com o prejuízo dos valonguenses que, todos os meses, pagam caro por esses serviços, como acontece com as águas, o saneamento e os resíduos sólidos».
Na visita ao Centro de Emprego de Valongo, Eliseu Pinto Lopes procurou aferir o diagnóstico do desemprego no concelho tendo em conta os dados mais recentes. O candidato refere que «o desemprego é uma situação preocupante resultado do sucessivo encerramento de várias empresas no concelho como aconteceu com a Lear». Eliseu Pinto Lopes espera ver infelizmente confirmados os dados do Bloco de Esquerda que apontam para um acréscimo de 25% do número de desempregados no concelho, entre Abril de 2008 e Abril de 2009. Refere ainda que o Bloco «tem reclamado atenção dos responsáveis políticos nacionais e locais para esta difícil realidade, como aconteceu, por exemplo, na marcha contra o desemprego e com a actual campanha contra o desemprego no distrito do Porto».


in "A Voz de Ermesinde" de 10/07/2009

 

publicado por eliseupintolopes às 15:31
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Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Dez Prioridades do Bloco de Esquerda no Concelho

    

1ª Combate à crise social através da acção da Câmara;

 
2ª Concretização de um Programa de Políticas Municipais de Apoio aos Jovens e aos Idosos;
 
3ª Aposta na qualidade dos serviços públicos prestados no município;
 
4ª Captação de investimento para o concelho e criação de emprego;
  
Incentivo e valorização do associativismo e das colectividades locais;
 
6ª Ordenamento do território e orçamento participativo;
 
7ª Recuperação e conservação do Património Histórico e Natural como promotores do Desenvolvimento Local;
 
8ª Dinamização do Comércio Tradicional e do Turismo;
 
9ª Políticas activas de promoção cultural e qualidade de vida;
 
10ª Municipalização dos serviços públicos essenciais.

 

publicado por eliseupintolopes às 18:18
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Visita às Associações e Colectividades locais

Na semana passada, iniciei visitas às várias associações e colectividades do concelho.

Afirmo como prioridade da minha candidatura o desenvolvimento de um Programa Municipal de Apoio às Associações e Colectividades locais como resposta à falta de diálogo e de colaboração entre o actual executivo camarário e a grande parte daquelas entidades.
Até à presente data, o actual executivo liderado por Fernando Melo insiste em fazer eleitoralismo com o associativismo no concelho, como acontece, por exemplo, com o recém-criado Gabinete das Colectividades que aparece, precisamente, a seis meses das eleições. A câmara nunca teve um programa desenvolvido em permanência para as associações e, por isso, adopta estas medidas isoladas e de fachada. Tem demonstrado uma atitude de desprezo face às actividades desenvolvidas e que se revela, desde logo, na fraca presença das colectividades na organização dos eventos promovidos na agenda cultural de Valongo. Ainda há um ano atrás, em entrevista a um jornal local, Fernando Melo afirmava que “para elas (associações), muitas vezes o que importa passa por ranchinhos ou coisinhas desse tipo, que têm a sua razão de ser, mas que não têm nada a ver com a nossa identificação” (in Voz de Ermesinde de 15/04/2008)
 
Entendo, por isso, ser tempo de repensar o papel das colectividades no concelho, pois são fundamentais na promoção da democracia participativa e no envolvimento dos cidadãos na vida cívica. Pelo que muitas das propostas a ter em conta no referido programa podem surgir no decorrer das visitas e reuniões realizadas.
 
publicado por eliseupintolopes às 11:38
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Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Apresentação pública da candidatura - Voz de Ermesinde

 

SECÇÃO: Destaque

Bloco de Esquerda anunciou Eliseu Pinto Lopes como o seu candidato à Câmara de Valongo

Aos 31 anos Eliseu Pinto Lopes terá porventura assumido publicamente, a 17 de Abril passado, um dos maiores desafios da sua vida, dia em que foi anunciado como o principal rosto do Bloco de Esquerda (BE) na corrida eleitoral à Câmara Municipal de Valongo (CMV).

Fotos MANUEL VALDREZ
Fotos MANUEL VALDREZ

A apresentação do jovem advogado valonguense decorreu na Vila Beatriz e contou com a presença de muitos simpatizantes, militantes e dirigentes bloquistas, nos quais se destaca entre estes últimos João Teixeira Lopes.
Actual presidente do Instituito de Apoio aos Jovens Advogados Eliseu Pinto Lopes começaria por explicar as razões da aceitação deste desafio, tendo dito então que as mesmas não se prendiam com a intenção de iniciar uma carreira política mas antes pelo facto de como cidadão deste concelho não poder estar calado perante a passividade – em diversos aspectos - instalada no mesmo.
Lembrando os números do flagelo chamado desemprego entre a população mais jovem do país, onde Valongo é um dos exemplos mais alarmantes dentro da Área Metropolitana do Porto (AMP) no que concerne a este tema, o advogado deixaria no ar algumas questões direccionadas à equipa que gere os destinos da CMV presentemente, as quais poderiam significar mais postos de trabalho à população – jovem e menos jovem – e proporcionariam simultaneamente maiores índices de qualidade de vida. «Onde está a Nova Valongo que Fernando Melo prometeu? A escola de turismo? A linha do metro? Onde estão estas e outras promessas do actual presidente da autarquia? O que vemos é um concelho estagnado e moribundo, consequência de 16 anos – de “gestão” PSD – de quezílias, de intrigas políticas a nível interno, de oportunismos. Já não mais é possível esconder o abismo existente entre a população e o poder político local. O BE tem combatido nestes últimos quatro anos a arrogância desta CMV para com os valonguenses, e somos hoje a alternativa de confiança que faz falta em Valongo, a força para devolver a Câmara à população», sublinhou.
Fundador e membro do grupo promotor do Movimento pelo Tribunal de Valongo (o qual tem por objectivo denunciar as deploráveis condições de funcionamento do actual tribunal valonguense e a mobilização dos cidadãos para a construção de um novo edifício condigno para a instalação daquele órgão) Eliseu Pinto Lopes avançou com quatro prioridades do BE para o concelho, as quais passam pelo combate à crise social, pela concretização de um amplo programa de políticas municipais de apoio aos jovens, pela aposta na qualidade de serviços públicos prestados no munícipio e, por fim, pelo reordenamento urbanístico e ambiental. No que concerne ao primeiro ponto o advogado propõe a diminuição da taxa de IMI para as famílias carenciadas, o congelamento do aumento das rendas sociais bem como a revisão imediata de todas as rendas sociais das habitações onde os agregados familiares estejam em situação de desemprego, pobreza ou exclusão social.
No plano de apoio à juventude adiantaria a intenção de criar uma bolsa de imóveis destinada ao arrendamento a jovens até aos 35 anos com custos controlados, a isenção de taxas municipais e comparticição no pagamento de facturas de água.

TEIXEIRA LOPES
VATICINA UM
“FINAL FELIZ” AO
CANDIDATO

foto

À intervenção de Eliseu Pinto Lopes seguiria-se a de João Teixeira Lopes que não esconderia o seu contentamento pelo facto de o Bloco de Esquerda estar a viver por estas alturas um momento muito especial na sequência de ter visto a Assembleia da República aprovar a sua proposta de levantamento do sigilio bancário. «É um dia muito importante para a democracia portuguesa, uma vitória de todos os portugueses».
Mas nem tudo foram motivos de satisfação no discurso do bloquista, o qual traçaria posteriormente um quadro negro daquilo o que é presentemente o Concelho de Valongo. «Valongo é hoje um dos territórios da AMP que mais desprezo tem tido da parte dos políticos. É um concelho de velhos políticos e de velhas políticas onde imperam os interesses de privados. A título de exemplo é dos concelhos com menor poder de compra per capita na AMP. Chegou a altura de mudar, de dar a Valongo um novo modelo de desenvolvimento, de inovação, mobilidade e inclusão social.
A candidatuta do Eliseu Pinto Lopes traz novos ventos, traz seriedade, competência e coragem, e estou certo que vai ser com estes argumentos que ele vair ser eleito vereador», rematou convictamente.
 

Por: Miguel Barros
 

in Voz de Ermesinde de 30/04/2009

 

publicado por eliseupintolopes às 17:53
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